<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699</id><updated>2011-04-21T23:49:25.655-03:00</updated><title type='text'>Texto Falso</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-117052584222027846</id><published>2007-02-03T16:03:00.000-02:00</published><updated>2007-02-14T18:10:49.678-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Ah, a &lt;em&gt;inteligentsia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pauta para Gilda Mattoso, autora do livro &lt;strong&gt;Assessora de Encrenca&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_FGerBpFHRkY/RdH8BdrGhkI/AAAAAAAAAAM/Ro2-76Njcsc/s1600-h/encrenca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031079360825034306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_FGerBpFHRkY/RdH8BdrGhkI/AAAAAAAAAAM/Ro2-76Njcsc/s320/encrenca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;- Muito prazer, Gilda. Sou uma mera mortal, não tenho metade dos amigos que você tem. Mas me diga: o que a motivou a escrever um livro de quase 200 páginas sobre a quantidade de pessoas importantes que você conhece?&lt;br /&gt;- Qual a participação do seu irmão na feitura do livro, já que metade dele parece ter sido extraído de um diário?&lt;br /&gt;- Por que o apreço pelas pa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;lavras “enfim” e “assim”, usadas a torto e a direito na obra?&lt;br /&gt;- O livro sofreu alguma edição final? Poderia dizer por que ele repete fatos, nomes e referências de quando em quando?&lt;br /&gt;- No início a senhora cita “Eusébio de Queirós Mattoso”, seu antepassado, um homem que faz parte da história brasileira, o homem que assinou a lei que aboliu o tráfico negreiro. No parágrafo seguinte, diz que nada significam as credenciais, que cada um faz sua própria história. A senhora vê alguma incongruência aí?&lt;br /&gt;- Não é constrangedor escrever um livro de memórias com memórias de terceiros?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-117052584222027846?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/117052584222027846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=117052584222027846' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/117052584222027846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/117052584222027846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2007/02/ah-intelligentsia-assessora-de.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_FGerBpFHRkY/RdH8BdrGhkI/AAAAAAAAAAM/Ro2-76Njcsc/s72-c/encrenca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-117052572788387102</id><published>2007-02-03T15:57:00.001-02:00</published><updated>2007-06-21T19:28:53.609-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Para iniciados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_FGerBpFHRkY/RdIRYtrGhlI/AAAAAAAAAAY/C9qTRwwrobw/s1600-h/ada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031102850001176146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_FGerBpFHRkY/RdIRYtrGhlI/AAAAAAAAAAY/C9qTRwwrobw/s400/ada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O ano começou bem no campo literário e eu, que andava desgostosa da vida, descobri um belíssimo romance de Vladimir Nabokov escrito em 1969. &lt;strong&gt;Ada ou Ardor: Crônica de uma família &lt;/strong&gt;veio depois de &lt;strong&gt;Lolita&lt;/strong&gt; e, segundo o ensaio da edição que li (Companhia das Letras, R$ 61), fez um tremendo sucesso no começo dos anos 70. Em seguida, foi esquecido pela crítica, que considerava a narrativa fantasiosa um mero estepe para segurar um obra sem profundidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Discordo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O epitélio é uma história de amor em forma de romance, um&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;memorial de família a partir do incesto repetido em duas gerações, quase nas mesmas circunstâncias. Resumir enredos não é lá minha especialidade – nem do meu gosto – mas vale aqui mencionar os fatos: estamos no final do século XIX, observando uma família de aristocratas. Van Veen é o narrador que se mantém afastado da narrativa mas que entra na história quando Ada, sua irmã / prima / amante comenta a obra, no final de parágrafos, entre parênteses. Ada lê o livro junto com o leitor. Recomenda alterações, elogia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Van e Ada vivem uma paixão de décadas repetindo a tragédia vivida por seus pais, envolvidos em um triângulo amoroso entre duas irmãs e dois irmãos, também primos entre si. O amor de Ada e Van, que são mais do que “almas gêmeas” (para mim, são as mesmas pessoas vivendo com sexos diferentes) não é apenas vergonhoso. Ele é egoísta, louco, cruel. Consegue destruir Lucille, irmã mais nova&lt;/span&gt; de &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ada,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;talvez a personagem mais importante da história, que adora Ada, que ama Van. Lucille, a beldade ruiva deixada para trás, fica perdida entre o desejo agudo de dois amantes e uma família abastada que parece fadada aos mesmos erros. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Ada&lt;/strong&gt; é um livro de disfarces, de uma engenhosidade que surpreende o leitor até o final. Não é preciso mergulhar muito para perceber as incongruências de um relato aparentemente “realista” (o autor engana muito bem ao travesti-lo de romance realista). O primeiro parágrafo do livro consegue, de uma tacada só, subverter a abertura de Ana Karênina, citar uma editora que não existe e colocar uma “micro-Rússia” no coração dos Estados Unidos. Em &lt;strong&gt;Ada&lt;/strong&gt;, a Terra é um planeta que só existe na imaginação dos homens. A menos que alguém queira se dar ao trabalho de conferir todos os dados lançados de forma displicente na história&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(fatos, nomes de lugares) como supostas “verdades do senso comum”, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;é impossível não cair na teia de Nabokov. Você pensa “bom, é ficção, tá valendo”, mas poderia não ser – claro, a idéia aqui é dizer “não é nem ficção, é mentira, e você está comigo nessa”. Armadilha infalível, a de Nabokov. São raros os livros em que o pressuposto da verossimilhança seja tão “homeopaticamente” agudo, tão radical.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Ensaio sobre o tempo, crônica familiar, obra de ficção científica, com direito a viagens espaciais e microcósmicas nas asas de borboletas. Na “Antiterra”, local onde se passa a trama, &lt;strong&gt;Ada&lt;/strong&gt; seria considerada obra do realismo fantástico. É tudo isso, e ainda é fantasticamente bom.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-117052572788387102?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/117052572788387102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=117052572788387102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/117052572788387102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/117052572788387102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2007/02/para-iniciados-ada-ou-ardor_03.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_FGerBpFHRkY/RdIRYtrGhlI/AAAAAAAAAAY/C9qTRwwrobw/s72-c/ada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-116777022682792801</id><published>2007-01-02T18:30:00.000-02:00</published><updated>2007-02-13T13:03:56.500-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Leia de novo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Mas toda a lenga-lenga do post abaixo era para falar justamente d' &lt;strong&gt;As Brumas de Avalon&lt;/strong&gt;. Eu tinha 13 anos quando li pela primeira vez. Fiquei tão fascinada por aquele mundo fantástico (ainda não conhecia &lt;strong&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/strong&gt;, que aliás não tem tanto a ver assim com Rei Artur, mas que provavelmente inspirou Marion Zimmer Bradley a fazer a sua saga mágica) que respondia de bate-pronto quando me perguntavam qual era meu livro preferido. Mesmo tendo lido muito livro legal até os 17, 18 anos, "&lt;strong&gt;As Brumas&lt;/strong&gt;" sempre foi minha referência maior em termos de envolvimento literário, superada em parte apenas quando li &lt;strong&gt;O Amor nos Tempos do Cólera&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;O Nome da Rosa&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Em 2006 tomei coragem e resolvi ler tudo de novo, esquecendo por algumas semanas a pilha de livros novos que me aguardam em casa. O resultado? Meio frustrante, meio hilário... Acontece que, enquanto eu lia, eu lembrava daqueles tempos de ginásio, das pessoas, do clima - consigo até ver a chuva pesada que caía entre outubro e dezembro de 93, época em que terminava de ler - e da minha falta de malícia para reconhecer um erro de tradução, ou qualquer inverossimilhança muito safada que a autora fez que não viu e que eu, com 13 anos, notei menos ainda. Foi como reconhecer minha inocência naqueles tempos. Tendo o dobro da idade hoje, a obra me pareceu um amontoado de clichês feministas, embora tenha atraído tantos fãs consagrados em defendê-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;É ainda um bom livro? Como passatempo, claro que sim. Mas tire a "magia" da leitura e esta é a impressão que me causaria ler &lt;strong&gt;As Brumas de Avalon&lt;/strong&gt; hoje como se fosse da primeira vez. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-116777022682792801?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/116777022682792801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=116777022682792801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116777022682792801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116777022682792801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2007/01/leia-de-novo-mas-toda-lenga-lenga-do.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-116752071461413394</id><published>2006-12-30T21:06:00.000-02:00</published><updated>2007-02-13T15:45:57.977-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Um péssimo ano para os livros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Não, não! Nem me atrevo a falar do virtuosismo dos lançamentos de 2006. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;O problema sou eu. Fui notar hoje, pela minha contabilidade literária (sim, eu anoto os livros que leio), que em 12 meses eu li apenas 12 livros. É um péssimo resultado, uma queda de 30 a 40% em relação ao mesmo período do ano passado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Fui honesta na minha contagem, e considerei &lt;strong&gt;As Brumas de Avalon &lt;/strong&gt;como um livro só, como de fato é. No tamanho valeria por pelo menos dois, mas tudo bem, nem que eu fosse imbecil a ponto de aumentar na conta por causa do calhamaço da Marion Zimmer Bradley, não há o que comentar. Li pouquíssimo esse ano. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Pretendo evitar comparações com outras pessoas e comigo mesma, eu que já fui muito mais rata de biblioteca. Mas careço de fazer uma análise dos porquês:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;1) Falta de tempo foi o fator preponderante. Fiz outras coisas com mais frequência, por exemplo escrever, bater perna e palavras cruzadas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;2) Voltei a ter enxaquecas em 2006, o que me deixa fora de mim de raiva e de dor;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;3) Tivemos Copa do Mundo;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;4) Comecei a fazer plantão de final de semana, mas isso foi no final do ano - ah, isso não é desculpa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-116752071461413394?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/116752071461413394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=116752071461413394' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116752071461413394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116752071461413394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/12/um-pssimo-ano-para-os-livros-no-no-nem.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-116561803187166531</id><published>2006-12-08T20:32:00.000-02:00</published><updated>2007-01-04T12:17:36.133-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Recortes de tempo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já em 1992, o Conservatório Dramático e Musical de São Paulo andava às mínguas. A decadência deve ter começado na década de 50, 60, não sei. Sobre ele, eu só sabia que o entorno fedia muito. Bem ali, na Praça do Correio, ao lado de um daqueles cinemões do centro velho dedicados a filmes pornôs, funcionava a mais antiga e uma das mais importantes escolas de música do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui a contragosto. Piano era lindo, mas difícil. Exigia demais, eu não tinha um bom instrumento, meus dedos não eram tão ágeis, aquelas desculpas batidas para a preguiça dos meus 12 anos. Eu tinha a mais adolescente das visões - tudo para ontem, tudo intenso: se não era para ser uma grande pianista, que desistisse de estudar. Mas a dona Bárbara (minha mãe) não queria e eu fui obrigada a frequentar o Dramático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era apenas "frequentar", mesmo. Não andava para frente, só estudava Czerny e Bach, minha professora de piano vivia do passado e não parecia ligar muito para mim e minha irmã. Seu nome era Carmen Fernandes. Ela devia ter quase 70 anos, vivia sempre meio adoentada, mas ela era o retrato da Paulicéia "ilustrada", ou o que eu imaginava que fossem as mulheres dessa idade que tinham estudado em bons colégios e conhecido uma época mais bonita na cidade que virava metrópole. Tinha voz aveludada, a dona Carmen, disciplina férrea e saudade nos olhos azuis. Paulistano é muito saudosista. Dona Carmen era filha de espanhóis mas muito paulistana. As mãos dela dedilhavam o piano com uma leveza que eu invejava. Dona Carmen fazia carinho no piano. Eu o surrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que estava experimentando o mundo longe do lugar onde nasci, não soube dar muito valor aos anos que passei ali. Mas lá pelo último ano peguei muito gosto e fui aluna aplicada, eu e minha irmã. Dona Carmen, para minha infelicidade, faleceu quando eu estava mais feliz nos estudos, uma satisfação em fazer parte daquilo tinha tomado conta da gente em casa, tínhamos comprado o primeiro aparelho de CD e os primeiros discos que compramos foram de concertos da Point Productions. Um deles tinha um Sonata ao Luar que até hoje não sei quem toca, porque o encarte veio impresso errado... Daí em diante eu só queria ouvir música. Parei de estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei disso porque estava lendo uma matéria dia desses sobre a reforma e revitalização do prédio do Conservatório Dramático, que ainda não saiu do papel. Ia ser maravilhoso vê-lo firme novamente, mas os tempos são outros. Ninguém se interessa em bancar um projeto desses. A iniciativa privada quer louros visíveis, bota a mão no bolso só quando o retorno é alto, rápido e fácil. Aí, então, deixar na mão do governo parece piada. Não me arrisco a dar qualquer palpite, quem sou eu para isso? Minha queixa é quanto ao público. Quem ouve música clássica hoje? Quem é que estuda piano clássico hoje em dia? O mundinho erudito tá centrado em uma porção de bem-nascidos ou euroopeizados, ou ainda em evangélicos que estudam música sacra para tocar nos cultos. O público que frequenta concerto é basicamente o público que estuda música. Não há renovação nos quadros. É uma pena. Eu defendo a volta do ensino de música nas escolas. Religião não; música sim. Já estaria ótimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-116561803187166531?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/116561803187166531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=116561803187166531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116561803187166531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116561803187166531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/12/recortes-de-tempo-j-em-1992-o.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-116248591523165026</id><published>2006-11-02T13:05:00.000-03:00</published><updated>2006-12-30T21:06:11.526-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;É bom, mas é ruim&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Preciso saber por que adoro odiar o Keane.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eles fazem um tipo de música absolutamente agradável aos ouvidos (quem disse que isso é pecado?). O segundo disco supera o primeiro: há pelo menos quatro músicas que eu gostei de primeira, "Crystal Ball", "Atlantic", "Nothing in My Way" e "Broken Toy". Assim, sem fazer força para gostar, porque tem refrão e belos acompanhamentos - mérito de uma produção irretocável, feita para agradar mesmo. O timbre do vocalista lembra o Bono em seus melhores dias, mas é ainda melhor que o irlandês, mais afinado e pungente. O cara pode cantar qualquer coisa com aquela voz, que "é capaz de encher o Grand Canyon", como disse alguém no New York Times, se não me equivoco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;A questão que se coloca é a seguinte, a meu ver: por que gostar de uma banda que não acresenta nada? Até gostar de The Killers é mais aceitável. Tenho de completar zilhões de lacunas em minha formação musical roqueira, e esse ano teve gente muito mais interessante lançando novo disco na praça. Será que vale a pena perder tempo com outro Coldplay, outra banda-dublê de Radiohead? Aliás, eles brincam de gangorra com o Coldplay, notei dia desses. Enquanto o grupo do Chris Martin tem guitarras e parece querer nos salvar da depressão ("I will try to fix you", que pretensão!), o trio-sem-guitarra do gordinho quer mais é ser um loser ser culpa, jogado na sarjeta da vida. ("Broken Toy" é a melhor do novo disco do Keane, com uma letra interessante - que não fala sobre garotas, como muitos acreditam, embora também seja sobre "perda" - bons vocais e boa música, tudo certinho e no lugar). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Vale dizer que eles se encaixam quase com perfeição na categoria de "bandas-coxinha", conceito que vem sendo discutido na comunidade da Bizz no Orkut. Eu disse "quase" porque eu não consigo vê-los ao lado das "coxinhas" brasileiras, tipo Skank. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se a idéia dessas novas bandas é sacudir o mercado fazendo "mais do mesmo", o Keane tá ganhando de lavada. Eles parecem com o Coldplay no que a banda do Chris Martin tem de pior (e de mais apelativo), que é o som grandioso &lt;em&gt;apesar&lt;/em&gt; das letras patéticas, que eu carinhosamente chamo de "bolhas de sabão" - parecem tão profundas e pungentes, mas quando a música acaba você tem impressão de ter ouvido trechos de Paulo Coelho musicados. O Coldplay é o que é hoje por causa dessa grandiosidade, que obviamente encanta os órfãos de U2 e tantos outros que sonham ainda encontrar a "banda de pop-rock do coração". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É imperdoável. Aliás, começar a carreira fonográfica com uma música como "Somewhere Only We Know", como o Keane começou, é só para quem não tem medo de parecer ridículo. A música é tão politicamente correta que passa do ponto. Onde está a raiva explosiva dessa banda de rock? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Bem, acho que estou querendo demais de um bando de carinhas que curtem fazer um som. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Pra dizer a verdade, o problema sou eu e não eles. Parece que estou à caça de estereótipos rock'n'roll para poder gostar mais de Keane. Aliás, já consegui: o vocalista gordinho andou se internando em clínica de desintoxicação... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-116248591523165026?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/116248591523165026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=116248591523165026' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116248591523165026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116248591523165026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/11/bom-mas-ruim-preciso-saber-por-que.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-116040785072587440</id><published>2006-10-09T12:28:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T14:51:11.800-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esquerda X Direita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da esquerda tem amigos de direita, e é basicamente um conservador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da direita tem amigos de esquerda. Mas é só. Porque ele fez 4 anos de governo jogando o jogo como um conservador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da esquerda aponta, gesticula e acusa. Quer justiça e clareza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da direita, que diz ser de esquerda, desvia dos golpes e prefere olhar para um passado mais distante, quando a política que se fazia parecia mais encardida. Coisa de 12 anos atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da esquerda não convenceu a esquerda a votar nele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da direita manipulou a esquerda, que tem sido sua por 20 anos, e cortejou a direita nos últimos 4. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da esquerda é equivalente ao candidato da direita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da esquerda ganhou o primeiro turno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;O candidato da direita venceu o segundo turno.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-116040785072587440?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/116040785072587440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=116040785072587440' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116040785072587440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/116040785072587440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/10/esquerda-x-direita-o-candidato-da.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-115774157015050571</id><published>2006-09-08T15:36:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T17:08:29.583-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;The next worst thing, ou a sublimação pela arte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;É triste a rotina de esperar pela "próxima notícia ruim". As pessoas estão à beira de um colapso nervoso nessa cidade e eu não podia ficar de fora dessa. Mas a hecatombe ainda não aconteceu, e enquanto ela não chega eu vejo com prazer o DVD do Nelson Freire &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;e ouço outro tanto de Fleetwood Mac, dando goles no vinho barato para espantar o frio e contando os dias para a primavera chegar (porque ela vai chegar, ora se vai). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Mas não foi isso que me trouxe aqui. Meses atrás vi na TV a montagem "modernosa" (na falta de um termo melhor) de Peter Sellar para o oratório "Theodora", de Haendel, e gostei de cara da mezzo-soprano que interpretava Irene. Passei meses procurando um horário de reprise do programa, e fucei a net para &lt;a href="http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&amp;amp;sql=41:159791"&gt;saber mais&lt;/a&gt; sobre ela. Para minha sorte, Lorraine não é apenas uma cantora de belíssima técnica e coloratura, mas uma mulher inteligente. Não consigo não gostar de quem &lt;a href="http://www.newyorker.com/fact/content/?040105fa_fact"&gt;cita&lt;/a&gt; Joni Mitchell...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Mas eis que o YouTube quebra o galho para mim. Há uma dúzia de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IT2eSiiVXp8"&gt;vídeos&lt;/a&gt; de Lorraine Hunt por lá. Pena que agora é tarde: a cantora faleceu dia 3 de julho deste ano, vítima de câncer.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt; Fica aqui um tributo imaturo à uma grande cantora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Quem gosta de ouvir pessoas cantando (e não berrando) não se arrependerá&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;. Passem lá no YouTube.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-115774157015050571?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/115774157015050571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=115774157015050571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115774157015050571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115774157015050571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/09/next-worst-thing-ou-sublimao-pela-arte.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-115506161915482800</id><published>2006-08-08T15:19:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T17:11:25.370-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Comida é pasto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/1600/alhoesafiras.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 169px; CURSOR: hand; HEIGHT: 237px" height="253" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/320/alhoesafiras.jpg" width="176" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E não é que a culinária domina atualmente os momentos em que exercito a função fática? É incrível: feijão-com-arroz virou meu assunto preferido de uns tempos para cá. Foi como um maná do céu, portanto, que caiu em minhas mãos o livro &lt;strong&gt;Alho &amp;amp; Safiras&lt;/strong&gt;, da jornalista norte-americana Ruth Reichl (Ed. Objetiva, 360 p., R$ 46,90). Ex-crítica de gastronomia no Los Angeles Times e no NY Times, ela hoje é editora da revista Gourmet e uma dona-de-casa assaz prendada. O melhor é que Ruth Reichl realmente acredita que comida é pasto, mas um pasto verde incrivelmente sedutor. Calma: Ruth não está nessa pelo acesso ao mundo maravilhoso dos ricos e famosos. Ele gosta de comer, de verdade. Se um moquifo coreano do outro lado da cidade tivesse a melhor combinação de temperos orientais, lá estaria ela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nos anos de ouro de sua carreira, Ruth costumava se disfarçar para ir aos restaurantes que avaliava. Travestir-se era uma maneira de garantir a idoneidade dos serviços que recebia. Como crítica de gastronomia do New York Times. Ruth vivia cercada de mimos e vantagens, tais como provar as frutas maiores e mais gostosas de uma sobremesa, os pratos mais caprichados e o carinho especial da equipe que a atendia. Então era melhor se safar do tratamento VIP, pelo bem da reportagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O livro é uma delícia. Os capítulos passam voando, tal qual uma refeição dos deuses num restaurante bacana, e ao final de cada um deles, a sobremesa: Ruth nos presenteia com receitas para "acompanhar" a história que foi contada. Uma graça.&lt;br /&gt;(Warning: os pecados da tradução são desesperadores. Derraparam legal ao converter termos ligados à gastronomia. Coisas que a segunda edição (espero!) há de melhorar.)&lt;br /&gt;Vale ainda uma reflexão: num dos melhores trechos do livro, Ruth conta como foi entrar vestida de "velha pobre" em um bistrô elegante de Manhattan. O que sentiu lá dentro, e depois, no metrô, quando entrega os restos da refeição a um mendigo, a fizeram refletir sobre sua profissão. Sinto que Ruth é meio que minha irmã nisso. Estou longe do hard news e muito perto de um mundo que não me pertence, onde talvez eu nunca venha a me sentir totalmente confortável. Como é que eu consigo dormir à noite depois de ter feito uma matéria numa mansão, onde habita gente que não se preocupa com as contas do dia seguinte, e ter de atravessar a cidade de ônibus para chegar em casa, num bairro-dormitório da periferia?&lt;br /&gt;Afinal, qual é a utilidade de ser falar de gastronomia? Ou sobre arquitetura e decoração, assunto que tem cercado minha vida profissional? Ruth responde por mim em sua coluna escrita para o NY Times, divulgada também no livro: &lt;em&gt;"Porque desaprovo o que faço"&lt;/em&gt;. Ufa. Não estou sozinha nessa. É inútil? Essencialmente, sim. Mas não há nada como um amontoado de idiossincrasias para revelar o tipo de vida que nós levamos, e o mundo que queremos. Sirvo a causas invisíveis, impalpáveis, quando escrevo sobre o teto de alguém. E acredito que hoje conheço muito melhor as pessoas e a mim mesma por fazer jornalismo frufru. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-115506161915482800?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/115506161915482800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=115506161915482800' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115506161915482800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115506161915482800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/08/comida-pasto-e-no-que-culinria-domina.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-115506117407576646</id><published>2006-08-08T15:18:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T08:21:06.470-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Às vezes eu perco a noção do ridículo. Perdoem pelo texto colegial sobre Guimarães Rosa. Ele não merecia isso...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-115506117407576646?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/115506117407576646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=115506117407576646' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115506117407576646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115506117407576646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/08/s-vezes-eu-perco-noo-do-ridculo.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-115421170478349446</id><published>2006-07-29T19:03:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T17:10:24.896-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Toleimas e solertes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/1600/grandesert??o.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/320/grandesert%3F%3Fo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Difícil alguém ser capaz de tocar a alma como Guimarães Rosa em &lt;strong&gt;Grande Sertão: Veredas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Estamos em 2006 e sou filhote de cidade grande; homens e mulheres ligados ao sertão estão desaparecendo do mapa. A televisão nos deixou burros e envergonhados de nossas origens. Mas quem se arrisca a percorrer as veredas escritas há 50 anos descobre-se encantado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estava em Trancoso quando terminei de ler &lt;strong&gt;Grande Sertão: Veredas &lt;/strong&gt;(Ed. Nova Fronteira, 624 p., R$ 59). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez por estar longe de casa, meio solitária, aquelas últimas páginas me deixaram triste. Chorei pelo amor desconsolado de Riobaldo e Diadorim, embora já conhecesse o final da história. Foi meio mágico. Se tivesse terminado de ler aqui em São Paulo é possível que não tivesse me ocorrido o que me ocorreu lá. Pois eu descobri que conhecia Guimarães Rosa desde a infância.&lt;br /&gt;A partir dos seis anos, passava as férias no sítio dos meus avós, no sul de Minas Gerais. E&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o sítio, para mim, era uma fuga dolorida da realidade. Dolorida porque era um martírio chegar lá. Antes mesmo de entrarmos no carro para viajar, as brigas começavam. A viagem era um constrangimento: todo mundo apertado, toneladas de comida, colchão em cima do carro e uma estrada cheia de curvas. Daí nós chegávamos e para mim era como um encantamento. Eu entrava em outra sintonia. O mau humor da viagem virava choro, silêncio, e de repente mudava para alegria, uma alegria muito "mineira", contida.&lt;br /&gt;Os dias passavam devagar. A criançada subia em montanhas, tomava banho de cachoeira, de chuva, andava até os limites do suportável. Os adultos conversavam, comiam, dormiam. Meu pai saía de jipe em busca de um barranco enlameado para se divertir. Na hora de voltar para São Paulo, a mesma confusão famliar, melancolia e cheiro de mato.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu e minha irmã fizemos amizade com as filhas de um fazendeiro, e íamos toda tarde brincar lá. O caminho acompanhava o riacho que nascia dentro do sítio da avó. O riacho ia descendo e nós passávamos por mato alto, depois por relva verde, entre gado e galinhas d'angola. O caminho era lindo demais, tão querido por nós quanto as horas que passaríamos com elas pulando corda ou brincando de amarelinha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu nunca soube definir o que se passava comigo no sítio. Ainda hoje sinto um apego desmedido por aqueles anos. O máximo que consigo verbalizar daquelas experiências está numa canção do Milton Nascimento ("Fazenda").&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/strong&gt; é um livro majestoso. Tem o gosto da minha infância. Lê-lo foi como lembrar de tudo, das andanças, de ficar queimada de sol e do frio que fazia à noite, da hipnose que me provocava ver aquele riacho descer pela montanha, da sensação esquisita de ter de voltar para casa, um "homesick" às avessas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-115421170478349446?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/115421170478349446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=115421170478349446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115421170478349446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115421170478349446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/07/toleimas-e-solertes-difcil-algum-ser.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-115412805209087012</id><published>2006-07-28T19:25:00.000-03:00</published><updated>2006-08-05T13:48:55.146-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;No aquário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Demonstração de poder é tudo o que o poder é. Ninguém é poderoso se não mostrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Veio à mente agora uma reunião que tive há um mês. Um grupo de repórteres reunidos cantando as pautas do final de semana. Eu era só mãos geladas e fala entrecortada. Nada de relevante a dizer, nada de mais. A reunião termina. Pessoas saem mudas, blocos na mão e canetas devidamente tampadas. Alguém pede o relatório de pautas; eu entrego o meu, impresso minutos antes da reunião. Uma mão certeira empurra o papel com força - "Não quero, melhor por e-mail."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Pequenas coisas como essa provam que talvez eu nunca chegue a ser chefe. Eu simplesmente não sei empurrar a mão do outro. E poucas vezes sei o que quero.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-115412805209087012?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/115412805209087012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=115412805209087012' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115412805209087012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115412805209087012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/07/no-aqurio-demonstrao-de-poder-tudo-o.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-115188155193755409</id><published>2006-07-02T19:07:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T11:30:24.160-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;A Copa do R... R de Ridículo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Justo ontem, quando preparava um post à altura de minhas elucubrações futebolísticas, chegou Zinedine Zidane atropelando o Brasil. Mas estava na cara: eu é que desmaiei enquanto preenchia o bolão de que participo no trabalho (eu e minhas amigas, Mônica e Suely, que racharam comigo o valor da aposta e devem estar tão... normais quanto eu). Se não fosse a França, seria qualquer outro adversário menos babão.&lt;br /&gt;O fracasso da seleção canarinho só não é uma tragédia porque estava anunciado desde que a Copa começou, ou até mesmo antes dela. Desta vez não tem comparação, nem com 82, nem com 86, muito menos com 98. Nunca o Brasil teve um time tão estelar, tão mega-star. Tão exposto e tão badalado. Perder como 82 e 86 foi perder jogando bola, com um gosto de tristeza, sensação de que poderia ter ido mais longe se pudesse. Perder em 98 foi perder sem saber bem o porquê. E perder em 2006 é perder por pura apatia, cair por inanição. É seguir perdendo por cinco jogos, mesmo ganhando as partidas. A entrevista de Juninho Pernambucano ontem chamou minha atenção: não merecemos, não jogamos, e eu não quero mais estar na seleção brasileira. Esse cara sabe das coisas.&lt;br /&gt;Perder desse jeito é como ver alguém apanhando por ter mexido com mulher de malandro: ninguém tem vontade de apartar a briga, porque o indignado tem toda a razão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;É provável que os expatriados que nos representavam soubessem que não existe "Seleção Brasileira". O que existe é um circo esportivo, montado de 4 em 4 anos, em que jogadores de futebol profissionais se dividem de acordo com o país de origem para disputar um caneco de ouro num torneio de 7 partidas, milhares de torcedores em estádios, milhões de "dinheiros"(dólares, euros) gastos e ganhos, bilhões de telespectadores. Nada muito diferente de um campeonato espanhol, de uma Eurocopa...&lt;br /&gt;Eu não acredito em convulsões. Eu acredito em gente jogando mal. Muito mal. É tão difícil aceitar que o time brasileiro é só mais um? Que, à falta de talento nato, ganha-se por eficiência? Que para muitos, o futebol é apenas o jogo de quem erra menos?&lt;br /&gt;Eu acredito em falta de entrosamento, em falha de comunicação, em panelinhas. E nunca acreditei em Ronaldo Fenômeno: um cara que urina em campo e ainda conta com a benevolência de um povo que acha graça não merece tapinha nas costas, não.&lt;br /&gt;Confesso que me empolguei com a Copa das Confederações no ano passado. Mas nada como um dia após o outro: nesse meio-tempo, o Ronaldinho Gaúcho foi campeão pelo Barcelona em duas competições; nasceu o filho do Adriano; o Ronaldo Gordo perdeu alguns quilos; a Alemanha tá jogando lindamente; Portugal, quem diria, vai às semi-finais e o Zidane, o verdadeiro "fenômeno" do futebol, parece longe de se aposentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(PS1: o post pode ser alongado ou editado, de acordo com meu humor nos próximos dias... Futebol é um assunto muito complexo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;(PS2: no bolão eu chutei Brasil x Argentina na final. No mundo ideal era assim que devia ser!)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-115188155193755409?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/115188155193755409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=115188155193755409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115188155193755409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/115188155193755409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/07/copa-do-r.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-114384508662939640</id><published>2006-03-31T19:43:00.001-03:00</published><updated>2006-05-10T18:17:04.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Alguém já deve ter notado...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;1) Posso ser uma completa "mané", uma porta (com certeza já notaram isso). Mas esse arremedo de blog é melhor que toda a obra do Gabriel Chalita escrita até hoje - e depois também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;2) A pior música dos últimos tempos é &lt;em&gt;You're Beautiful&lt;/em&gt;, do James Blunt. Pior que Charlie Brown Jr., que aliás emerge hora ou outra com alguma coisa audível, para meu completo espanto. No álbum anterior, com a banda ainda "intacta", &lt;em&gt;Lugar ao Sol&lt;/em&gt; me surpreendeu. Dava até pra ouvir uma segunda vez de tão boa (não tentei na terceira; tava pedindo demais pros meus ouvidos). Na era pós-Champignon, &lt;em&gt;Ela Vai Voltar&lt;/em&gt; consegue entreter por mais de 30 segundos. Não é tão boa quanto &lt;em&gt;Lugar ao Sol&lt;/em&gt;, mas é o caso de se investigar o que Chorão anda fazendo da vida, já que conseguiu se superar duas vezes nos últimos três anos. Eu acho que ele precisa assumir logo que seu sonho de criança é mesmo ser um crooner arrumadinho e limpinho, porque quando ele canta em português, em cima de uma melodia previamente estabelecida, não é de todo ruim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;3) Ficou mais claro agora: &lt;em&gt;Rain&lt;/em&gt;, dos Beatles (&lt;em&gt;circa&lt;/em&gt; 1966), é a música que o Oasis vem tentando fazer desde o início de sua carreira. Quase conseguiu com esse novo disco. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-114384508662939640?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/114384508662939640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=114384508662939640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/114384508662939640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/114384508662939640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/03/algum-j-deve-ter-notado.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-114272615183540471</id><published>2006-03-18T20:52:00.000-03:00</published><updated>2006-09-08T22:35:24.030-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Dos livros&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tenho feito leituras tortas. Começo um título, engato outro no meio, termino dois no mesmo dia. Ainda preciso fazer justiça ao &lt;strong&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/strong&gt; (em breve, muito breve), mas por enquanto, lá vão duas ou três linhas sobre os mais marcantes:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/1600/buscaidademedia.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 93px; CURSOR: hand; HEIGHT: 130px" height="145" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/200/buscaidademedia.jpg" width="101" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Jacques Le Goff virou meu amigo há alguns anos, mas perdemos o contato e resolvi reencontrá-lo na obra &lt;strong&gt;Em Busca da Idade Média&lt;/strong&gt; (Ed. Civilização Brasileira, 218 p.). Compilação de idéias trabalhadas ao longo de anos de pesquisa como medievalista, o livro é de 2003, e surgiu de uma série de conversas com Jean-Maurice de Montremy, jornalista e estudioso do tema. Vale como revisão historiográfica, reflexão intelectual, aprimoramento de estudos para quem já gosta do assunto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/1600/radicalchique.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 90px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" height="92" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/200/radicalchique.jpg" width="70" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tom Wolfe continua fora da minha lista na categoria "romance". Seu &lt;strong&gt;Radical Chique&lt;/strong&gt; (Ed. Companhia das Letras, 245 p.) reúne uma "introdução teórica" e o "resultado prático" do estilo de reportagem que ajudou a criar nos Estados Unidos. Três textos ensinam aos novatos o bê-a-bá do Novo Jornalismo, esse fantasma que atormenta o sono de todo repórter. Para o bem e para o mal, Tom Wolfe e seus comparsas criaram o jornalista-cabeça, o texto de grife, asas mecânicas para quem não nasceu passarinho, e a consequência disso é notada em toda redação de jornal impresso do planeta. Como tudo o que surgiu nos anos 60, o livro é rock'n'roll e delicioso. À geração futura só resta lamentar. Que tempo bom, que não volta nunca mais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/1600/desejodestatus.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="142" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4334/590/200/desejodestatus.jpg" width="101" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma análise um tanto angustiante da sociedade é o assunto de &lt;strong&gt;Desejo de Status&lt;/strong&gt; (Ed. Rocco, 297 p.), escrito por Alain de Botton, de quem li apenas o bacaninha &lt;strong&gt;O Movimento Romântico&lt;/strong&gt;. O livro divide-se em duas partes. Primeiro, de Botton apresenta as causas de frustrações na vida social e, em seguida, no modo como as pessoas resolvem estas questões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;. Alain de Botton é um autor inteligente, mas um dia eu ainda falo minhas bobagens acerca da literatura de &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;auto-ajuda de luxo&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-114272615183540471?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/114272615183540471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=114272615183540471' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/114272615183540471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/114272615183540471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/03/dos-livros-tenho-feito-leituras-tortas.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-114182361340168897</id><published>2006-03-08T10:04:00.000-03:00</published><updated>2006-06-11T03:51:04.253-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;Oscar: give me some lovin'?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;"&gt;Alguma coisa me dizia que &lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt; não ia levar. E aí é aquela coisa: cada crítico-espectador levanta uma lebre para justificar a "zebra". É fácil cair na armadilha dos argumentos conspiratórios, como "a Academia não teve coragem de sair do armário", "preferiram pulverizar as premiações, dividindo o bolo entre os concorrentes", "&lt;em&gt;Crash&lt;/em&gt; gastou quase metade do seu orçamento com lobby e distribuição de DVDs aos votantes"... Todas as explicações são válidas, mas também insuficientes, pelo menos para mim. Eu não daria o prêmio a Brokeback, e meus argumentos são bem mais confusos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;"&gt;Minha reação ao filme mais comentado do ano foi das mais impressionantes: saí do cinema com sono, doida pra ver &lt;em&gt;Boa Noite e&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Boa Sorte&lt;/em&gt;, incomodada com aquela cena de amor inicial que contaminou toda a percepção que tive do resto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff0000;"&gt;Li muitas críticas depois que assisti a &lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt;. Não tenho objeção ao tema, ao diretor, gosto de todos os atores, até a garota que faz par romântico - que ironia usar esse termo, "par romântico"... - com Jake Gyllenhaal fez direitinho o que lhe coube, mesmo que as ovelhas tenham aparecido mais no filme do que ela. Mas o que estava acontecendo, que eu não me empolguei com aquilo? Foi Arnaldo Jabor (odeio admitir...) quem matou parte da charada, em sua coluna no Estadão de ontem. Um dos melhores trechos: "Trata-se de um filme sobre o império profundo do desejo e não uma narração simpática de um amor 'desviante'. O filme se impõe assustadoramente. (...) &lt;em&gt;Brokeback&lt;/em&gt; é imperioso, realista, sem frescuras. (...) Eu é que tinha de pedir compreensão aos autores do filme, eu é que tive de me adaptar à enorme coragem da história, de Ang Lee". &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;Ou seja, não importa que seja um filme sobre um amor gay. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;Complicado: eu não consegui projetar nenhuma relação amorosa, real ou cinematográfica, hétero ou homo, naquele casal. Foge completamente aos meus parâmetros. Resta muito pouco para o resto do filme, a partir daquelas primeiras impressões. As atuações, embora competentes, são ofuscadas pela imagem daquela cabana, daqueles abraços apertados, daquele beijo entre casas de subúrbio. É tudo muito cheio de hematomas. Não saem da minha cabeça dois momentos: a cena de Heath Ledger socando a parede, nauseado, de volta à "vida real", e a briga de Ennis e Jack quando eles dão adeus ao "mundo mágico da montanha" que viria a persegui-los anos a fio. Os amigos-amantes trocam socos e pontapés para, em dois ou três segundos depois, explodirem em afeto. &lt;em&gt;Brokeback&lt;/em&gt; não é um filme de amor convencional, e não é por ter como protagonista um casal de homens. É pela violência entorpecente do desejo. Uma coisa meio freudiana, meio Totem e Tabu, meio pulsão de morte...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;Tive uma percepção parecida a respeito de &lt;em&gt;Dançando no Escuro&lt;/em&gt;, de Lars von Trier. A dramática história da operária me soou falsa em sua tentativa de parecer convincente. Não gosto de radicalismos baratos com o intuito de chocar. E &lt;em&gt;Dançando no Escuro&lt;/em&gt; é uma tragédia sem humanidade suficiente para colocar o espectator em posição de cúmplice, tal qual &lt;em&gt;Brokeback&lt;/em&gt;. Somos apenas voyeurs, em &lt;em&gt;Brokeback&lt;/em&gt; e em &lt;em&gt;Dançando no Escuro&lt;/em&gt;, obrigados a aceitar um triste desfecho. E nem temos tempo de pedir socorro, a sair em defesa de um ou outro personagem. Eles não pedem piedade. Parecem todos fadados ao insucesso e infelicidade. O ato final de &lt;em&gt;Brokeback&lt;/em&gt; passa em brancas nuvens sobre os espectadores; a inação da platéia é a mesma inação de Ennis, ao conversar com a mulher de Jack. Tudo acontece como "previsto". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;O que eu vi no cinema não foi uma "história de amor entre caubóis". Questiono essa idéia tão perturbadora que corresponde ao mito do caubói. Há que fazer sentido a pessoas que conviveram com esta cultura. Eu nasci em 1980 e para mim a figura do caubói já estava filtrada, esmorecida, desconstruída. Em 80 o caubói já era risível, dúbio. Para os mais jovens, é anacrônico o heroísmo do "venha para o mundo de Marlboro". Entendo que os votantes da Academia, provavelmente americanos com mais de 40 anos, sejam vulneráveis a essa tentativa de Annie Proulx de parecer herética. Não é o meu caso, e mesmo assim eu não consegui chegar perto de &lt;em&gt;Brokeback&lt;/em&gt;... Ele me manteve em minha cadeira o tempo todo. Não sei se isso é bom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-114182361340168897?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/114182361340168897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=114182361340168897' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/114182361340168897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/114182361340168897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2006/03/oscar-give-me-some-lovin-alguma-coisa.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-113243955462738422</id><published>2005-11-19T20:28:00.000-02:00</published><updated>2006-02-27T01:34:06.573-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;November afternoon&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Desculpem, vim só para dizer que o fim de tarde hoje está maravilhoso. É talvez o primeiro fim de tarde típico de primavera paulistana. Nuvens esparsas no horizonte que desdobram as cores em mil tons, pipas no céu, cachorros latindo, gente rindo nas ruas. Tenho o privilégio bizarro de, na janela do quarto, ver as torres da zona sul brilharem, e na janela da sala ver a luz laranja dos morros da zona norte. Minha casa fica no meio desse caminho, dessa história que eu sou e da história que eu quero ser. Só que eu não quero ser zona sul. Eu quero continuar aqui, mas feliz e segura, entendem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Fazia uns dois meses que eu não olhava para o céu sem pensar em nada disso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-113243955462738422?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/113243955462738422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=113243955462738422' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/113243955462738422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/113243955462738422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/11/november-afternoon-desculpem-vim-s.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-112541122041862569</id><published>2005-08-30T11:05:00.000-03:00</published><updated>2006-08-08T15:32:13.726-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;A descoberta de Clarice&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Demorei anos para conseguir ler alguma coisa da Clarice Lispector. Não foi falta de oportunidade. Evitei mesmo. Ela é uma dessas figuras que incitam amores e rancores, tal qual um Renato Russo, uma Elis Regina, enfim, gente que vira herói não se sabe bem porquê. No Brasil há herói demais para heroísmos de menos, não gosto dessa mania absurda. E eu sei que estas pessoas são apenas um pouquinho autênticas, e isso faz uma diferença enorme no mundo, tanto é assim que mesmo vivas, já são taxadas de "monstros sagrados". Que bobeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Eu não queria gostar de Clarice por causa de sua bela figura, nem pela sua história de vida (por sinal, interessantíssima). Eu queria gostar dela pela obra. E em síntese, fugi das leituras emblemáticas, por demais desgastadas. Adiei o quanto pude &lt;strong&gt;Água Viva&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;A Paixão Segundo G.H.&lt;/strong&gt; e, pecado maior, vestibulanda que fui, esqueci da leitura obrigatória e ainda não conheço Macabéa (só sei que sofreu muito).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Foi então que prestei atenção na orelha do seu livro de crônicas A&lt;strong&gt; Descoberta do Mundo&lt;/strong&gt;. Decidi que seria melhor conhecer suas crônicas de jornal antes de me aventurar pelo seu mundo, sua Literatura. Naquele momento, pareceu ser a leitura menos apaixonada da estação, e só fui motivada a comprar o livro por causa do preço em relação ao tamanho - lógica própria que sigo de custo/benefício, como se fosse possível medir qualidade pela quantidade. Vai, digam se já não fizeram isso alguma vez? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Pois bem. Acontece que fui tola; ninguém conhece Clarice Lispector pela metade. Ela invade uma simples crônica de jornal com tal força e imponência, que foi difícil para mim parar a leitura. Aquilo não parecia livro de crônica. Porque, mesmo quando a gente encontra um bom cronista, a menos que se queira terminar logo, é possível encontrar brechas para ir tomar um suco, sair de casa, ver um filme. Nem é bem este o fato: o fato é que as crônicas de Clarice fazem qualquer outro escritor parecer falso. Tudo o que ela toca vira ouro; o que ela transpõe em palavras vira bordão. Atenção: isso num jornal. E é com tal força, poder, magnetismo e sensibilidade que eu não encontro paralelos quaisquer, pelo menos na imprensa atual. Ela não tinha vergonha de parecer humana demais, solidária demais (por que isso foi confundido com "feminismo"?)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Eu estava caindo na armadilha, querendo descobrir a pessoa por trás daquilo. Tal qual os grandes escritores fazem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Existem autores que inauguram um gênero, geralmente subvertendo o anterior. Há outros que trabalham, lutam e penam por fazer uma literatura que sobreviva. E a Clarice não fez muito pela literatura brasileira - quer dizer, do ponto de vista de inaugurar alguma coisa. Ela foi ela, só ela. Isso bastou para que ela permanecesse. Ela é a própria literatura que escreve, nada mais. E o que é mais trágico: sendo "ela" por inteiro, ela conseguiu ser todos nós. Sinceramente, depois de 50 páginas eu fiquei com inveja, e dei graças a Deus por não a ter conhecido antes. Vivi 24 anos feliz por ser "ignorante em Clarice". De certa forma ela mostra o quanto sou medíocre. Eu posso até chegar lá quando escrevo, até posso tocar algumas pessoas - se é que isso é possível, dada minha situação profissional - mas ela teve o mérito de dizer antes e melhor muito do que eu um dia vou dizer. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-112541122041862569?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/112541122041862569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=112541122041862569' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112541122041862569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112541122041862569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/08/descoberta-de-clarice-demorei-anos.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-112506908232145155</id><published>2005-08-26T11:03:00.000-03:00</published><updated>2005-08-26T12:11:22.366-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Fina flor da biografia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Ando numa fase "música clássica", como aliás está claro nas mensagens que deixo por aqui. Por isso, achei que era hora de me aventurar por uma biografia de Beethoven. Ainda não li a brochura de Maynard Solomon, o que é uma falha grave. Mas aproveitei o ensejo e, no comecinho do ano, fui atrás do tijolão escrito pelo violoncelista Lewis Lockwood, lançamento de 2005. E, claro, caí novamente de amores por Ludwig, esse compositor-personagem, vítima de tantas especulações. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Minha maior motivação para ler uma biografia&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt; não foi apenas vontade de saber quem seria a "última" &lt;em&gt;Amada Imortal &lt;/em&gt;da crítica musical&lt;em&gt; &lt;/em&gt;- as amantes de Beethoven mudam com o vento. Quis saber os caminhos que Beethoven percorreu até chegar em sua última e majestosa fase, começando na 9ª Sinfonia, obra que até o ano passado eu execrava. Não conseguia enxergar a maior das obviedades a seu respeito: o misantropo romântico dizia ao mundo, na forma de uma sinfonia mágica, que a vida era difícil, mas que no final todos cantavam juntos a união entre os povos. E, em seguida, voltava a trabalhar em enigmas musicais, fechava-se em seu mundo interior. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;É uma baita mensagem brega, essa de união fraternal. Mas faz sentido na biografia de Beethoven escrever um manifesto à fraternidade, uma "ode à alegria", esse que foi pintado como o mais amargo dos compositores, o mais feio, o mais solitário e sofredor. É mérito do livro desconstruir parte desses mitos e evitar definições a respeito de sua vida pessoal, tão carentes de fatos comprovados, sem filhos, sem rastro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;O autor reconhece a dificuldade de se produzir um relato sobre alguém que insiste em ficar na sombra, revelado a conta-gotas por cartas, dedicatórias, frases musicais. Beethoven pensava de um jeito e agia de outro; queria independência para produzir, mas mendigava a benevolência sazonal de nobres e amigos. No âmbito familiar, assumiu posturas radicais. O livro prova que conhecer Beethoven pela música é talvez o método mais seguro de se chegar à sua vida e pensamento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#3366ff;"&gt;* gênero mórbido movido pela curiosidade; peca pelo exagero, que se transforma em mentira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;em&gt;Beethoven, A Música e A Vida&lt;/em&gt;, de Lewis Lockwood, 681 p., R$ 75&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-112506908232145155?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/112506908232145155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=112506908232145155' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112506908232145155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112506908232145155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/08/fina-flor-da-biografia-ando-numa-fase.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-112489103510888178</id><published>2005-08-24T10:25:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T11:13:35.526-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Batutas e piruetas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Havia lugares vagos na Sala São Paulo ontem. Não muitos, na realidade. Comparando com outros concertos deste ano, a Osusp ontem atraiu mais gente que de costume, provavelmente porque muitos vieram conferir a apresentação dos primeiros resultados do programa "Academia", que de acordo com o maestro e diretor artístico Carlos Moreno, é "primordial" para manter forte a pulsação da Sinfônica da USP. E o público saiu feliz: Moreno impressiona pelo estilo de regência, sempre dinâmica e empolgante, com toques de teatralidade. É um ator com uma batuta na mão, isso quando a batuta não cai, como sempre acontece... Ontem ela rodou no ar e caiu próxima às violas. É divertido ver concerto do coro (de frente para o maestro); a platéia perde qualquer coisa que só é notada pela troca de olhares entre regente e músicos... Mas não vem ao caso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Talvez por ter reunido uma boa quantidade de gente ainda visivelmente leiga em concertos (palmas efusivas a cada término de movimento), Moreno fez dois "bis" - coisa rara - e, como bem frisou minha irmã, "só faltou dar o Duplo Twist Carpado da Daiane", ou seja, explorou ao máximo sua verve dramática, acionando movimentos corporais a cada colorido diferente na orquestra. Nunca vou esquecer o "calafrio" que ele interpretou no final de uma frase do "Concerto Duplo para Violino e Violoncelo" de Brahms. Às vezes é exagero puro, mas de qualquer forma eu gosto do regente. Mais do que isso, eu gosto demais da Osusp, é uma orquestra de muitas qualidades - ontem as cordas estavam irrepreensíveis, beiraram à perfeição na "Serenata para Cordas", de Tchaikovsky. Belo trabalho.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-112489103510888178?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/112489103510888178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=112489103510888178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112489103510888178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112489103510888178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/08/batutas-e-piruetas-havia-lugares-vagos.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-112109551887248720</id><published>2005-07-11T12:09:00.000-03:00</published><updated>2005-07-11T12:25:18.883-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000000;"&gt;Fé burra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#000000;"&gt;Sou caso perdido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Não consigo largar certos vícios. Um deles é ver programa ruim na TV. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Evito aqui resumir o que viria a ser um "programa ruim", porque tenho, nestas e em outras instâncias, uma opinião um tanto heterodoxa. Por exemplo, novela: tem gente que execra, eu acho muito legal. Novela distrai, encanta: é como um desses romances enormes da Rosamunde Pilcher (heheh), escritora por quem nutri muito carinho ao longo dos anos e que hoje me faz rir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Agora, novela da Glória Perez não presta, mas o resto é legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Voltando ao tópico, "programa ruim", de acordo com minha classificação, é aquele que se passa por bom e não é. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Veja o caso do "Fama" da Globo. A Angélica largou o filho recém-nascido em casa para apresentá-lo. Atores globais desmarcaram seus compromissos cachaceiros de fim de semana para anunciarem, neste sábdo, os novos participantes da versão 2005. Ou seja, a coisa parece boa. Mas é uma porcaria. Porque os candidatos são ridículos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Eu viciei nessa "coisa" porque tenho um sonho (crenças absurdas são alimentadas por utopias - olha aí minha filosofia de pote de requeijão atacando novamente!). Eu gostaria de presenciar o nascimento de uma estrela. Assim como meus pais viram tantos artistas bons surgindo na TV, eu queria ter esse privilégio. Não precisa ser nenhuma Elis Regina. Só peço que seja algo realmente autêntico, diferente. Porque é difícil querer levar a sério um programa que elogia os concorrentes dessa forma: "todos aqui são vencedores, e estão prontos para o mercado". Ai ai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;É pedir muito? Acho que não.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-112109551887248720?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/112109551887248720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=112109551887248720' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112109551887248720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/112109551887248720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/07/f-burra-sou-caso-perdido.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111445738111077222</id><published>2005-04-25T16:14:00.000-03:00</published><updated>2005-04-25T16:33:44.916-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Minczuk é rei&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Senti-me ligeiramente vingada neste domingo, ao ler reportagem de Daniel Piza sobre o "maestro número um do Brasil", Roberto Minczuk. A matéria tá babando sobre ele, chega a criar um certo desconforto (expõe-se que os músicos da Osesp preferem trabalhar com Roberto ao invés de John Neschling - tudo bem que isso não é novidade...), mas confesso ter sorrido por dentro quando o regente falou: "somos todos [ele e sua família] evangélicos, por tradição e convicção". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Exatos sete dias atrás, o Estado publicou um dossiê sobre a Igreja Católica que pingava veneno - sem assumir riscos, seus repórteres vestiram mais uma vez a carapuça do preconceito e escreveram absurdos, senão inverdades, a respeito do comportamento dos evangélicos. Eles assumem de antemão que somos todos iguais, ignorantes, imbecis, acéfalos, pobres e explorados. E afinal, não era para ter falado sobre a Igreja Católica? Como jornalista e evangélica, sem desejo de levantar bandeira pra ninguém a princípio, me sinto ultrajada com esses comentários sumários. É de uma leviandade absurda querer pregar a tolerância entre as raças, os credos e as torcidas de futebol, e esquecerem completamente do mínimo respeito que se deve ter com a religião dos outros. O tratamento ao candomblé deve ser parecido; só se enxerga o culto afro com olhos neutros quando há algum artista envolvido, algum Caetano Veloso querendo enaltecer à la Gilberto Freyre nosso sincretismo, nossa miscigenação. Fora isso, a imprensa acha tudo uma grande "macumba", "um transe coletivo". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Defendo o livre exercício de opinião em jornais - aliás, o fato de eu ler o Estadão prova isso, já que provavelmente ele é o único com algum resquício crítico no Brasil - mas nessas horas fico em dúvida se essa liberdade toda descamba para a falta de respeito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111445738111077222?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111445738111077222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111445738111077222' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111445738111077222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111445738111077222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/04/minczuk-rei-senti-me-ligeiramente.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111445648349415353</id><published>2005-04-25T16:10:00.000-03:00</published><updated>2005-04-25T16:35:16.620-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;Longe do Nirvana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#cc0000;"&gt;Tudo bem que eu costumo ouvir de vez em quando, e gosto de Kurt Cobain, e admiro o Dave Grohlmuito mais, só que Nirvana enche a paciêcia. E enche rapidinho, muito mais rápido do que a maioria das bandas de punk. Acho que meu vizinho anda me castigando porque de uns tempos pra cá "Smells Like Teen Spirit" e quetais é tudo o que ele ouve. Já o devo ter incomodado tanto que ele resolveu devolver na mesma moeda. E como irrita! Pimenta nos olhos dos outros é refresco, mesmo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111445648349415353?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111445648349415353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111445648349415353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111445648349415353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111445648349415353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/04/longe-do-nirvana-tudo-bem-que-eu.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111332640199958472</id><published>2005-04-12T13:57:00.000-03:00</published><updated>2005-04-12T14:20:02.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A quintessência do passatempo literário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso; adicionei mais 1091 páginas à minha literatura Pilcheriana. Nada mais confortável do que ler Rosamunde Pilcher.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111332640199958472?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111332640199958472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111332640199958472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111332640199958472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111332640199958472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/04/quintessncia-do-passatempo-literrio.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111283015395880036</id><published>2005-04-06T20:27:00.000-03:00</published><updated>2005-04-06T20:29:13.960-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Calma, eu sou normal&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Antes que me perguntem se meu nome é Dom Casmurro, digo-vos que amanhã tem novas críticas, bonitinhas e bem menos cricas do que meus últimos posts. Só aguardar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111283015395880036?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111283015395880036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111283015395880036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111283015395880036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111283015395880036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/04/calma-eu-sou-normal-antes-que-me.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111283001911503193</id><published>2005-04-06T20:14:00.000-03:00</published><updated>2005-04-07T11:47:26.433-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Momentos de raiva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Tive gana de fazer um escândalo hoje, lá na Fnac da Av. Paulista. Esbaforida após uma caminhada de meia hora debaixo daquele sol, pergunto à "mocinha" da bilheteria Ticketmaster sobre ingressos para um concerto da Osesp. "Pro dia 28 só tem Carnaúba". Hã?? Perdendo a pouca paciência que tenho com gente mal informada, ainda explico que este não é o nome do concerto, nem da orquestra, e sim da série de apresentações, o que corresponde à assinatura, e eu queria confirmar se dia 28/05 tinha mesmo apresentação com "A Paixão Segundo São Mateus" do Bach. Além de não saber informar, a topeira manda eu confirmar a informação na "Vejinha". Ô tchalau! A Vejinha é semanal, será que eu ia encontrar o serviço pra dali dois meses???? Como eu me preocupo com a ignorância alheia, minha síndrome de Professora Helena me incita a explicar a situação tim-tim por tim-tim, pedindo uma nova verificação no sistema. Até que finalmente ela consegue encontrar a informação na Ticketmaster. Observem a emenda: "a senhora tem que entender que a gente só sabe o que está escrito na tela, não dá pra saber o que passa na Sala São Paulo. As pessoas chegam aqui e já pedem 'eu quero Carnaúba', 'eu quero Cedro', e a gente vende." Ai, doeu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Absurdo, os caras ainda cobram uma taxa de conveniência (que eu sabia que existia, já trabalhei com esse sistema aí) de 4 reais sobre o ingresso de 25... Voltei pra casa sem os convites, irritada. Por que eu não suporto esse tipo de burrice crônica. A pessoa trabalha vendendo ingresso e não sabe nem pra que é. Isso porque eu quis evitar a estupidez lacônica da central telefônica de vendas... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111283001911503193?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111283001911503193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111283001911503193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111283001911503193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111283001911503193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/04/momentos-de-raiva-tive-gana-de-fazer.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111187800824925893</id><published>2005-03-26T19:58:00.000-03:00</published><updated>2005-03-26T20:14:28.530-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Páscoa e pipoca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feriados provocam uma overdose de tudo na gente: de sono e preguiça até arrumações domésticas. Desta feita fiquei livre de limpar as gavetas. Ao invés disso, assisti um monte de filmes que faziam falta a minha cultura seinfeldiana. &lt;b&gt;X-Men 1 e 2 &lt;/b&gt;(melhor adaptação de quadrinhos dos últimos anos), &lt;b&gt;Confissões de Schmidt &lt;/b&gt;(melancólico demais para este frio sábado paulistano) e, por fim, &lt;b&gt;Antes do Pôr-do-Sol&lt;/b&gt;. Ah, o tempo enrugou muito Ethan Hawke... É muita verborragia, mas eu gostei mesmo assim. Terminou na hora certa. Acho que &lt;b&gt;Antes do Amanhecer &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;Antes do Pôr-do-Sol &lt;/b&gt;ficariam ótimos em livro. É por isso que eu continuo acreditando que uma boa história dá caldo em qualquer meio. Taí &lt;b&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111187800824925893?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111187800824925893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111187800824925893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111187800824925893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111187800824925893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/03/pscoa-e-pipoca-feriados-provocam-uma.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111167894966745715</id><published>2005-03-24T12:06:00.000-03:00</published><updated>2005-08-26T12:16:00.493-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Lobão falou, Lobão avisou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vivi alguns momentos importantes nesta minha medíocre carreira jornalística. Nunca entrevistei Paul McCartney, presidente da República, Fernandinho Beira-Mar, Paulo Coelho. Mas posso dizer que conheço bem a dificuldade de esperar uma informação e ela não chegar, e o quanto isso revela sobre as pessoas e o mundo. Uma exclusiva com o Papa não revela nada sobre as idiossincrasias dos católicos, seus verdadeiros pecados e virtudes. Isso a gente só consegue aprender vendo gente na frente, falando com as pessoas. Talvez um dia eu queira fazer este tipo de jornalismo, que também não é o "jornalismo social" apregoado por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de alguém que começa a labutar em jornal, revista ou assessoria faz a gente desistir de prima ou seguir em frente com pose de batalhador. Como falei em posts atrás, me desiludi com o jornalismo e não o abandono por um pouco de preguiça e pela consciência de que não sei fazer outra coisa. Sou inapta mesmo. Devia ter insistido no piano clássico, mas dá muito trabalho ser virtuose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não significa que, quando trabalho, sou ineficiente. Faço de tudo pra apurar, entrevistar. Cumpro minha função e perturbo mesmo. Já levei vários "como você é insistente, garota!", "não adianta ligar mais, fulano está viajando", "quantas vezes eu tenho de dizer que não quero falar?". Cinco minutos depois do orgulho ("bom jornalista é assim mesmo; mal visto, chato") chega a melancolia ao reconhecer que você é apenas mais um, fazendo um trabalho de inquisidor, e que o mais importante é ouvir sem precisar perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana me sinto exausta. Corri atrás de pessoas por telefone e por e-mail, em busca de uma informação besta. Você sabe quais são os 10 discos brasileiros mais vendidos da história? Eu não sabia. O leitor precisava saber. As gravadoras não querem que você saiba. A desorganização do mercado enche a imprensa de desculpas - "estamos em plena fusão", "o novo sistema está com defeito", "mas eu não posso parar o que estou fazendo pra te atender! Você quer que eu mexa em arquivos de 1960??" e outras vagabundagens perfeitamente compreensíveis. Todo mundo sabe que assessoria de imprensa está ali para atrapalhar, para burocratizar o sistema. Mas no caso de indústria cultural, é vergonhoso reconhecer que a má-vontade geral camufla um monte de mentiras. A interpretação é simples: a indústria fonográfica é podre e não&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; merece nosso respeito. A partir de hoje, quando eu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; vir aquelas ridículas cerimônias, Prêmio Visa, VMB, Faustão concedendo disco de platina, vou sentir ainda mais nojo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nem que todas as assessorias de imprensa me atendessem, e eu conseguisse montar a lista com 10 nomes, o trabalho continuaria porco, falho, inválido. Nunca ninguém vai saber com certeza quantos discos foram vendidos, quantos CDs, fitas K-7... Nessas lambanças até o Roberto Carlos pode perder o trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que falta de respeito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111167894966745715?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111167894966745715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111167894966745715' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111167894966745715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111167894966745715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/03/lobo-falou-lobo-avisou-j-vivi-alguns.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111037927263222765</id><published>2005-03-09T11:26:00.000-03:00</published><updated>2005-03-09T12:00:09.996-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chico Buarque é (in)TOCÁVEL&lt;br /&gt;parte IV: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;concordâncias&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Prometo evitar o tema "CBH" nos próximos meses.&lt;br /&gt;Mas lembrei há pouco de uma entrevista engraçada com escritor Marcelo Mirisola, no Caderno 2 do Estadão (dia 20/02). O assunto era literatura, e o cara usou apenas sarcasmo para responder às questões. Na minha lembrança sobrou, além dessa sem-vergonhice em falar o que pensa, a alcunha "Chico 'Sambinha' Buarque". hehe. Mirisola execrou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Budapeste&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não parece tanto, mas eu gosto do Chico, claro que sim. Minha coleção de CDs fala por mim.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111037927263222765?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111037927263222765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111037927263222765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111037927263222765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111037927263222765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/03/chico-buarque-intocvel-parte-iv.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111032207869876733</id><published>2005-03-08T19:17:00.000-03:00</published><updated>2005-03-09T11:25:59.236-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chico Buarque é (in)TOCÁVEL&lt;br /&gt;parte III: Sobre Budapeste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um odioso dia de inverno (vento e céu azul). Passei correndo na Livraria Cultura do Conj. Nacional durante minha hora de almoço. Queria muito comprar o novo romance do Chico.&lt;br /&gt;Nunca havia lido nada dele, e pra dizer a verdade, até aquele momento eu não tivera nenhuma curiosidade em conhecer sua obra literária. Depois dele, aliás, continuei sem vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei quase que imediatamente a percorrer as primeiras páginas e reconheci o Chico "cotidiano" na linguagem e naquele famoso universo urbano-carioca-burguês,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; porque o desejo de decifrar o porquê daquela capa confusa era imenso (1 x 0 pra Cia. das Letras).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Era um passatempo interessante continuar a leitura do dia anterior dentro do ônibus abarrotado de gente. Foram poucos dias, apenas quatro pra ser exata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Budapeste&lt;/span&gt; se encerra depois de 174 páginas e deixa um gosto irritante na boca, um "o que foi isso?" que eu não imaginava encontrar. Claro que o enredo surreal dá pistas de onde o livro vai chegar, e até que ele chega bem, inteirão, bem montado - uma frase ao final mostra as cartas escondidas no bolso do Chico, o blefe fatal. Mas é meio inaceitável reconhecer um gênero tão querido (a literatura fantástica de Borges e Cortázar) sendo diluído por Chico Buarque de Hollanda na proporção 1:100.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suspense da história é vazio, quase desinteressante. Admito que o autor poderia ter usado qualquer outra tática para capturar o leitor INCLUSIVE essa, que me parece agora, depois de tê-lo lido há quase um ano, a única brincadeira que Chico aceitaria jogar. Se o lance dele sempre foi fazer a língua estalar e se enrolar, de brincar com fonemas, rimar antíteses, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Budapeste&lt;/span&gt; só poderia ser mesmo um jogo de linguagem. Eu diria que é um livro sem alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho a menor dúvida de que daqui alguns anos a obra será usada em salas de aula de vestibulandos e universitários. Mas já aviso que não gostei da brincadeira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111032207869876733?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111032207869876733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111032207869876733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111032207869876733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111032207869876733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/03/chico-buarque-intocvel-parte-iii-sobre.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-111022795089191503</id><published>2005-03-07T17:02:00.000-03:00</published><updated>2005-03-08T19:16:55.253-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Chico Buarque é (in)TOCÁVEL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;parte II: desconstruindo o mito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gostaria de homenagear o Sr. Roberto de Oliveira, diretor da série de documentários sobre Chico Buarque de Hollanda exibida pela DirecTV. Mesmo embalando tudo com uma roupagem excessivamente elegante - uma hora o artista caminha pela orla da praia carioca mais chique; depois, vai a Paris, a Roma - e vídeos assustadoramente emblemáticos da carreira do compositor, ele conseguiu fazer o Chico parecer um homem real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sempre achei que Chico não fosse o cara tímido que pintavam por aí, nem tampouco o vermelhinho engajado até o pescoço (afinal de contas, ele não entrou para a guerrilha armada e seu exílio não teve nada de tão triste). As encrencas com a censura nascem da contestação óbvia ao AI5. Sem liberdade de expressão, Chico não conseguia publicar sequer uma letra com a palavra "pêlos". Ele lutava contra a ignorância dos militares, e creio que isso era tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O documentário mostra que Chico sabe conversar, sabe sorrir, reconhece seu sex appeal e admite não ser pioneiro em muitas das coisas "originais" que faz. Vai desfilando uma porção de nomes quando o roteiro pede explicações sobre sua "alma feminina". Por outro lado, uma faceta por anos ofuscada é sublinhada pela edição de Roberto: Chico é melhor compositor quando está acompanhado (Francis Hime é seu parceiro mais profícuo), e principalmente quando compõe com um roteiro na cabeça - vide as canções com Edu Lobo nos espetáculos "Cambaio", "Ópera do Malandro", e em projetos como "O Grande Circo Místico".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-111022795089191503?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/111022795089191503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=111022795089191503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111022795089191503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/111022795089191503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/03/chico-buarque-intocvel-parte-ii.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-110963262033884045</id><published>2005-02-28T20:14:00.000-03:00</published><updated>2005-03-09T11:24:35.100-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;Chico Buarque é (in)TOCÁVEL&lt;br /&gt;parte I: as verdadeiras Mulheres de Atenas&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E a comunidade mais chata do orkut (que já é um negócio chato) é a do... Chico Buarque de Hollanda!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A situação é a seguinte: de um lado, fãs fanáticAs defendem o cobiçado tiozinho de todas as observações que contenham qualquer subtexto crítico e/ou pejorativo; chegam ao cúmulo de defendê-lo até da "acusação infame" de ele ser desafinado, como se ninguém percebesse isso. Não conseguem achar uma única canção "mais ou menos", um deslize, um mau momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fui jogada do "outro lado" pelas tais fãs cegas. Aqui ficaram confinados os "pseudo-intelectuais", os imorais, os ignorantes, os burocratas de direita, os reacionários, enfim, todo os hereges que conseguem imaginar CBH com mau hálito, remela no olho, pés sujos e mal vestido. Ah, e de copo na mão, mas não da forma romântica como as outras lá de cima imaginam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dos meus 13 anos até os 25, eu passei de fã inconteste à "ignorante"... Que mudança! Devo ter crescido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As fotos na Contigo! conseguiram captar um Chico bem mais real, bem mais TOCÁVEL, e eu torço para que o resto das mulheres consigam ver no Chico o homem "ordinário" (trocadilho inevitável) que ele sempre foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-110963262033884045?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/110963262033884045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=110963262033884045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/110963262033884045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/110963262033884045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/02/chico-buarque-intocvel-parte-i-as.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-110962882951126264</id><published>2005-02-28T18:51:00.000-03:00</published><updated>2005-02-28T20:00:01.066-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mea culpa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois que me atrevi a publicar dois posts, parei pra pensar na imbecilidade que é ter um blog. Na minha inconstância. Ainda tenho alguns pudores. Na função que eu chamo de Meu Ganha-Pão. Voltei à estaca zero durante alguns meses.&lt;br /&gt;Parti de três premissas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) de que escrever é um ato abominável, doloroso;&lt;br /&gt;b) da consciência que um blog é, na verdade, um "diário público" (incongruência destes tempos egocêntricos); e principalmente&lt;br /&gt;c) de que falar de literatura é surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte dos livros sucumbiria após uma segunda leitura, porque o inédito ainda tem o prazer da novidade, agora ler uma obra pela segunda vez apenas tem o consolo da segunda chance, mas e se não for o caso? Minha coleçãozinha tá aqui do meu lado esquerdo, me olhando, esperando ansiosamente meu primeiro ou segundo aval... Aval? E eu lá tenho como julgar alguma coisa? Falta-me tudo - experiência, aprofundamento, sensibilidade, até discernimento. Não me considero abalizada pra defender meus pontos de vista - sou uma leitora apaixonada com diploma de jornalista, só isso. E o jornalismo acabou nos anos 70 - acho que a beleza dele mesmo morreu com Hunter Thompson semana passada. Agora acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí meus camaradas de profissão diriam:&lt;br /&gt;1) então vá caçar sapos&lt;br /&gt;2) não tem coragem, que se exploda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou responder o quê? Atacá-los, porque acho todos uns idiotas narcisistas, especialistas em nada, agarrados a uma profissão que não existe mais? Vou enfiar o rabinho entre as pernas e desistir disso, tentar outra carreira menos despudorada?&lt;br /&gt;Será que eu posso fazer estas perguntas a esta altura da vida? Às vezes acho que preciso de análise. Pareço uma adolescente ansiosa por um teste vocacional. Não tenho mais idade pra isso.&lt;br /&gt;E sinceramente, o pouco de vergonha que perdi me impede de voltar atrás; o jeito é continuar seguindo a bendita Musa, pra não falar o português claro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-110962882951126264?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/110962882951126264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=110962882951126264' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/110962882951126264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/110962882951126264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2005/02/mea-culpa-depois-que-me-atrevi.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-110141296521088673</id><published>2004-11-25T18:01:00.000-02:00</published><updated>2005-03-08T19:56:53.326-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Um pícaro sonhador, por Umberto Eco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for possível fazer uma análise das obras do escritor italiano Umberto Eco, a síntese não é daquelas muito alegres: Umberto Eco, o criador, ainda não se recuperou de ter escrito uma obra-prima, e tenta, desde 1984 (com o Nobel de Literatura para &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;O Nome da Rosa&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;), escrever uma história que se sustente mais pelo valor estético do que pelo valor agregado a ela, ou seja, o valor intelectual de seu mentor. Vide seus outros dois romances, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;O Pêndulo de Foucault &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;A Ilha do Dia Anterior&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, exercícios de filosofia e texto pomposo sem enredo empolgante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Desta vez, no entanto, parece que ele conseguiu se domar. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baudolino&lt;/span&gt;, seu quarto e mais novo romance, não é um esplendor, mas diverte e faz pensar como poucos. Também ambientado na Idade Média, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Baudolino&lt;/span&gt; não se assemelha aos romances históricos populares. Eco não precisou apelar para o vulgarismo das histórias de bruxas e hereges, apimentar o enredo com passagens eróticas, nem descrever com minúcias as batalhas sangrentas das Cruzadas. Preferiu criar mais um pícaro dentro da literatura universal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É uma decisão um tanto cômoda. Pícaros são figuras divertidas. Elas podem correr aqui, correr ali, cair no erro, mentir, confundir, mas, como quase sempre agem bem-intencionadas graças ao seu bom coração, são perdoadas. São apenas crianças levadas, sem juízo. Todavia, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Baudolino&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; não é nem um livro desagradável nem repetitivo. Não tem gosto de fórmula pré-fabricada. Há nos livros de Umberto Eco uma erudição destilada, um humor fino, uma competência resoluta em contar uma história da melhor forma possível, que faz com que o leitor realmente se sinta privilegiado por conhecer um texto de tanto requinte (subtraia-se da lista principalmente &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;O Pêndulo de Foucault&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, pedante e nada gostoso de ler).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aqui a narrativa opera em flashback. Há um narrador-observador que apresenta Baudolino e o homem que ouve suas memórias, um historiador que existiu de fato, chamado Nicetas Coniate. Nosso protagonista vive as maiores aventuras, embora tenha nascido um mero camponês, na província de Frascheta. Exatamente como um pícaro, Baudolino é simplório, mas sobe na vida por golpes miraculosos do destino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Além de estar quase sempre no lugar certo na hora certa, Baudolino, desde menino, tem um dom mui excelente e utilíssimo: ele consegue aprender qualquer língua ou dialeto, só de ouvir. Com 13 anos salva Frederico Barba Ruiva (Imperador do Sacro Império) da morte quando ele estava perdido nas terras inóspitas e frias dos Alpes Pireneus. A partir daí, ganha sua confiança de modo fraudulento, pois mentia a respeito de visões com santos e anjos. Tornou-se seu protegido, seu filho, seu conselheiro. Foi estudar em Paris, conheceu prostitutas e sábios. Amava a Imperatriz em segredo, escrevia-lhe cartas apaixonadas e sinceras, as quais nunca chegou a enviar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só que Baudolino é tão profissionalmente mentiroso que ele acaba por interferir demasiadamente na História com H maiúsculo. Ele confessa a Nicetas a falcatrua que foi sua vida, que incluiu fabricar relíquias falsas, inventar cartas de reis para reis, fazer nascer uma cidade - a cidade natal de Umberto Eco, Alexandria - e salvá-la da destruição imperial (sim, Baudolino defendia seus compatriotas da ira do Barba Ruiva, apesar de o amar com gratidão), planejar e arquitetar fatos baseados em inverdades. Sua aventura mais audaciosa foi sair em busca do reino do Preste João, uma lenda da época que afirmava existir um paraíso, no extremo oriente da Terra, onde todos os homens justos e cristãos conviviam em paz, junto aos seres mais estranhos que Deus havia criado. Baudolino ia resolvendo todos os embaraços da viagem com inteligência, mas não chega até lá. E, ao final, descobre que causou uma desgraça após a outra, pretendendo fazer o bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Embora longa e sem um fator central para amarrar a trama, a obra não decepciona os que se permitem ser raptados pelo texto ousado e bonito de Umberto Eco. É só ter um pouco de paciência, porque Baudolino mostra-se simpático, bondoso e envolvente. Mente como ninguém, mas também diz uma verdade silenciosa: a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;História&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;, tal como sua vida, pode ser apenas uma farsa erudita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Baudolino&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, Editora Record, R$ 34,00&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-110141296521088673?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/110141296521088673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=110141296521088673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/110141296521088673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/110141296521088673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2004/11/um-pcaro-sonhador-por-umberto-eco-se.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8591699.post-109777582835682712</id><published>2004-10-14T14:35:00.000-03:00</published><updated>2004-10-14T15:06:40.566-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Lançamento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Não resisti. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Foram anos de luta contra uma moda assustadora, mas cheguei num ponto em que não tinha mais forças para lutar contra ela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Criei um blog, e pretendo cuidar bem dele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;A princípio será um blog de literatura, com resenhas de livros, comentários, reflexões, blablablá - espero que sem muita pretensão (se eu exagerar, me avisem). Mas é o que sempre tive vontade de fazer, portanto, me suportem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Agora, se me der vontade de falar da vida alheia, explicar a minha própria, citar os outros, também aguentem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Texto Falso... O nome é fraquinho, mas diz muito sobre o pavor que tenho de uma folha em branco. Melhor botar um texto falso, o meu querido &lt;strong&gt;nonononono&lt;/strong&gt;, do que encarar essa palidez.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:130%;color:#000000;"&gt;Vamos lá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8591699-109777582835682712?l=textofalso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://textofalso.blogspot.com/feeds/109777582835682712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8591699&amp;postID=109777582835682712' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/109777582835682712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8591699/posts/default/109777582835682712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://textofalso.blogspot.com/2004/10/lanamentono-resisti.html' title=''/><author><name>Olivia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00651062231750910010</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
